sexta-feira, 22 de outubro de 2010

"Brinquedinho de Criança"

NÃO ACEITE SER BRINQUEDO!

Eu tenho buscado orientar várias amigas com suas respectivas relações e meu alto senso crítico e pouca mas importante experiência de vida, haja visto que eu dentre as pessoas que eu conheço sou a que menos tem medo de dar a cara a tapa... e como apanho!
Bom, é o seguinte, conversando com meu irmão altas horas da madrugada, tentando também ajudá-lo em mais uma desventura amorosa, conversamos sobre as relações de que conhecemos entre nossos amigos e chegamos a conclusão de que em todas elas o caso é clichê:

O homem se interessa pela moça e vendo que ela nem o nota, começa a mostrar-se interessado e não contente com o resultado ele parte para a conquista, se mostra interessante, dá presentes, se faz presente nos momentos mais peculiares, se mostra solicito e usa dentre muitas outras arte-manhas interessantes no jogo da conquista, se mostrando muito persistente e ciente do que quer.
A mulher por sua vez, quase nunca se mostra interessada de começo, mas diante a persistência do fulano, ela vai se tornando maleável e receptiva. Vai dando mais aberturas e espaços e a nossa mente vai funcionando mais ou menos assim: " Poxa, eu não gosto do fulano, mas aquilo que ele fez foi tão fofinho, tão lindinho, que eu vou deixar ele ir fazendo pra no mínimo ser educada ou mesmo ver onde essa presapada vai dar". As mais atentas já se questionam : "Ihh até quando será que fulano vai tentar? não dou 2 semanas pra ele desistir e eu ter certeza que era só fogo de palha".

O fato é que, se o cara for daqueles bem chatos e persistentes ele provavelmente consiga o que quer. Por que nós mulheres com todo nosso sentimentalismo e instinto materno, sabemos valorizar os sacrificos feitos por eles e acabamos seduzidas por isso. Mas meus caros, 99% dos casos é tudo o jogo do "brinquedinho de criança". Vejamos como funciona:

" Quando criança, ao passear pelo shopping e nos depararmos com a infinidade de brinquedinhos disponíveis, sempre nos deslumbramos com um brinquedo e na maioria das vezes é aquele menos acessível que acaba se tornando "O brinquedinho" dos sonhos, qual a nossa reação então? bater o pé, fazer birra, chorar, espernear, se jogar no chão e usar de todos os subterfúgios que possuímos para ter de fato aquele brinquedinho conosco, não é? Pois bem, raros pais negam esse brinquedo aos filhos ao ver os olhinhos brilhantes e cintilantes e a ânsia pelo sorriso encantador no rosto dos filhos os convence. Mas é fato que infelizmente em 99% dos casos, passados 1-2-3 semanas esse brinquedo estará jogado num canto, sem cuidados, quebrado, abandonado. Sabem o que isso significa? Que como seres humanos, nos encanta algo que nos parece difícil conseguir, mas quando o buscamos por qualquer mecanismo, dispostos a tudo para obtê-lo a curto prazo, isso mostra que na verdade só queremos saciar um desejo de possuir".

Assim têm sido na vida, à minha volta. Os carinhas estão muito ligados em saciar esse desejo a curto prazo e de fato têm obtido êxito e depois nós mulheres somos atiradas de canto, como um brinquedinho que perdeu o encanto. Triste verdade. Portanto meus queridos, não aceitem ser brinquedinho de ninguém a menos que queiram entrar pra coleção, haja com maturidade para enxergar e se precaver desse tipo de situação...lembrem-se de que tudo na vida que realmente importa requer sacrifícios e é isso que dá o valor todo especial para nós. É preciso que nos valorizemos, sabendo ter paciência, esperar que o tempo se encarregue de mostrar quem é quem.
Se você se encontrar em uma situação destas, respire fundo, seja educado, encare como algo que faz parte da vida, mas não se entregue, não abra seu coração tão facinho a alguém que está tããoo empolgado para tê-lo, não se você quiser algo sólido, bem estruturado, seguro, pois esse tipo de relação requer mais zelo, então opte por esperar para ver até onde a pessoinha vai e é capaz de fazer para conseguir o que quer,mas abra bem os olhos.
Infelizmente é preciso aprender a lidar com joguinhos de sedução, tanto para conquistar alguém como para se proteger. Isso tudo vai fazendo parte da selva em que vivemos e eu vou lhes dando as armas para a seleção dos mais aptos, que comece então a "guerra", ou a luta pela sobrevivência (do que realmente importa).

Boa Sorte.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Os homens da minha vida.


Aiai homens, quem diria que em pensar que eu seria a causa da decepção, na verdade fui mais uma vez decepcionada?
A vida prega cada peça, dá cada reviravolta. Seguindo o capítulo Dan, descobri que ele era exatamente tudo que minhas amigas disseram que seria, ou seja, não tomei o cuidado necessário e me lasquei feio. Mas vivendo e aprendendo errande e se f....
Bom, como o universo é maravilhoso...a mesma força que o tirou do meu caminho colocou 3 outras pessoas maravilhosas...ou ousaria ainda em dizer 4 outras pessoas. Portanto, não posso sequer me dar ao luxo de reclamar de que não sou amada por alguém, pois esses de fato gostam de mim.
Começo falando do Bruno, o ser, ex namorado que me deixou sequelada e me fez criar esse blog como cura e superação pro meu sofrimento sem ele..pois bem, ele voltou, ele me ama e me quer ao lado dele, como se não bastasse nos falamos diariamente e várias vezes por dia, diria até que ele sente de alguma forma quando mais preciso dele e liga nos momentos certos, é incrível! Lógico que eu estou agora mais madura, vivenciei varias situações separada dele e também reservo 2 pés atrás antes de me entregar cegamente novamente a um amor que adormeceu e que tem uma força absurda dentro de mim. Estou indo com calma, redescobrindo-o, engatinhando na relação com ele, mas otimista, veremos no que dará.
Outro alguém foi Tairone, alguém que começou como um grande amigo desde que meu relacionamento com o ex começou a encontrar dificuldades, ele esteve ao meu lado, me deu suporte, conforto, segurança, zelo, cuidados, mas tudo como amigo...quando me separei ele teve a paciência de lidar comigo numa péssima fase, me ouvia, entendia, orientava e quando me curei ele esperou o momento certo pra se declarar e hoje ele afirma que me ama, um amor novo, que não consigo compreender com exatidão a proporção, mas sinto que me faz um bem enorme, por isso aprendi a receber e de certa forma retribuir os sentimentos bons que sinto de pessoas que me querem e me fazem tão bem.
A terceira pessoa, seria o André da minha sala na universidade, há quem diga que ele reprovou 1 semestre só pra me acompanhar e ser da minha turma. Isso me deixa um pouco preocupada, ele me chama ao cinema, me dá olhares estranhos, ri mesmo quando minha piada é sem graça e sempre sempre me elogia, só que ele se declarou pra mim quando ainda namorava e não pude fazer lá muita coisa a não ser me afastar para não magoá-lo ainda mais. Hoje eu lido mais de perto, me aproximei achando que talvez esse sentimento tivesse apagado, mas esses dias ele mostrou estar bem aceso, tocou uma musica pra mim...e eu muito sem jeito não soube como reagir e ainda continuo sem saber.
Descrevendo essas situações fica parecendo que cultivo fã-club, o que não é verdade, eu apenas respeito os sentimentos das pessoas e retribuo da maneira que achar mais adequada ao que eu sinto também. Justamente porque é como eu gostaria de ser tratada e respeitada caso acontecesse o mesmo comigo.
E não posso me esquecer do Dinho, querido que me trouxe uma cesta de bombons de chocolate com meu nome escrito neles, foi a coisa mais linda e romântica que recebi esse ano. Aii Dinho, como você é importante pra mim meu amigo.
Fica realmente complicado se eu disser que há várias maneiras de se amar as pessoas, há sentimentos que não param de crescer e assustam, há sentimentos nobres, sentimentos perigosos, sentimentos puros. E eu os amo cada um de modo diferente, em proporção diferente, procurando retribuir e respeita-los um a um. Mas vem a problemática, se sou amada e os amo, por que afinal estou sozinha?
Ah, queria muito possuir a resposta a essa pergunta, estava vendo o filme Vicky e Cristina Barcelona e compreendi o papel fundamental de amar pessoas e precisar delas..mas ainda buscar um algo mais, o lance da eterna insatisfação sentimental.
Há quem diga que eu deva voltar com o Bruno, me casar com ele, pois acreditam que ele seja o verdadeiro homem da minha vida e igual a ele não vá encontrar nunca mais enquanto viver. Mas há quem diga que eu deva esperar e conhecer o Tairone, pois ele fez por merecer meu afeto, merece uma chance de provar ser ou não o homem certo para mim. Tem a torcida do Dinho, que diz que um grande amigo vira um excelente companheiro.....
Mas o que eu penso sobre isso?
Penso que sou livre, somos todos livres, que a vida precisa seguir seu curso, que já que não sou capaz de escolher um caminho a seguir, me encarrego de deixar que as coisas simplesmente aconteçam. Não é exatamente simples essa tarefa, mas é a melhor, acreditem. Não vou tomar qualquer atitude só pela "necessidade" de ter alguém ao meu lado.
A ultima lição que aprendi é que a ansiedade além de atrapalhar nos cega. Que ser positiva, não criar expectativas e não dar todo o meu melhor de cara a quem aparecer é que atrairá a pessoa para mim, esses obviamente passaram por todo um filtro antes, conquistaram minha admiração por um bom tempo e se mostram fieis quanto aos sentimentos por mim, o que de certa forma acaba me enaltecendo de um modo puro. Sou grata. Me sinto especial, por ser admirada por pessoas especias para mim.
Mas estou sob fortes cuidados ainda, não me encontro exatamente pronta para outra relação como acreditei que estivesse, por que encontrei um alguém que me abriu uma feridinha no meio do caminho e decepção como todos já sabemos não mata, ensina a viver, mas deixa de certo algumas pequenas sequelas, que se não tratadas viram feridas gigantes. Estou a me cuidar.
E fica fácil se cuidar rodeada de pessoas que me querem tão bem.
Por isso decidi viver para quem me fizer bem e me livrar de tudo e qualquer coisa que possa me maltratar, arrancar os males pela raiz, assim o Dan saiu de dentro de mim com toda a raiva e decepção que ele me causou.
Rezo meus amigos, para que ninguém tenha a infelicidade de encontrar pessoas assim em seus caminhos, que lhes tratem feito lixo, desrespeitem, envergonhem, machuquem. Mas que se encontrarem, se mostrem fortes e dignos de coisa muuuuito melhor e olhem a sua volta, o mundo é enorme e há para onde correr, há muito mais a lhe oferecer.
Creiam como eu creio, de que a nossa vida é toda uma mão fechada no mistério como diria Fernando Pessoa, mas que as pessoas que entram nela precisam fazer por merecer, precisam conquistar adentrar no nosso mundo, por que essa é a melhor forma de cuidarmo-nos desses males.

P.S: Bem aventurados os puros de coração.

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Xô medo e insegurança!

OUSE, ATREVA-SE E EXPERIMENTE


Eu sempre me vangloriei da minha pouca maturidade e experiência em relacionamentos, acreditava que por minha conta e risco fui aprendendo certos truques da vida, mas conforme vivo, mais tenho a certeza de que "sei que nada sei".

Esses dias, eu andei aflita, pensativa e meio neurótica, sim neurei legal quando em se tratando em matéria de homens me dei conta de que "sequelei" na boa. Me cuidei nos ultimos tempos, pra que pudesse saber apreciar a pessoa certa quando ela aparecesse..e o que eu fiz? NEUREI!

A historinha é a seguinte, sempre procuramos generalizar os homens, não é mesmo? colocamos todos em um único rótulo...e rotulamos, assim como no meu caso, rotulei o dan, bombado, sarado, de academia, lindo, escultural....mas que não deve valer nada por ser assim, por que como é possível um homem que cultue a aparência e que seja de fato lindo, possa querer levar uma pobre mortal como eu ou como qualquer uma de nós a sério, partindo do pressuposto de que ele pode ter quem ele quiser? Ou seja, neuroses desse tipo começam a surgir e a tendência não é outra senão piorar a ponto de que a nossa auto-estima caia e quebre feito cristal, a insegurança tome conta e não sejamos sequer capazes de contornar a situação.

Pois é meus caros, eu dei margem aos grilos e receios, as "nóias" me cegaram quanto a enxergar além do que os olhos podem ver. Rotulei mesmo alguém que mostrou que era diferente, mas que eu sequer me importei, ouvi péssimos conselhos de amigas como : "ficar com um cara desses é dor de cabeça certa, você de certo deve ser uma entre várias e etc". E como não ouvir tanto isso e não começar a se perguntar até que ponto pode ser de fato verdade? Pode ser muito complicado, mas também pode ser muito simples, veja bem:

Um homem de verdade, sendo bonito ou não, sabe como tratar uma mulher, sabe cuidar, respeitar, valorizar e fazê-la sentir-se importante. Para esse tipo de homem o bom gosto, a qualidade vale infinitamente mais do que quantidade. Ele sabe reconhecer um éspecime raro de mulher quando encontra e mesmo classificando-me nesse parâmetro eu ainda me subestimei. Ou seja, não importa como ele seja, como aparente, se é velho ou novo, gordo ou magro, saradão ou atrofiado, o que importa é a expriência e a maturidade de vida dele...e se ele a tratou tão bem, se vem superando as tuas expectativas, por que neurar de que algo está errado? por que começar a procurar, buscar problemas? cabelo em casca de ovo....fala sério, temos que nos conter quanto a problemática humana de não contentarmo-nos em estar bem e não sabermos aproveitar. Gerar conflitos pode muitas vezes ser bom pra apimentar vez ou outra um relacionamento, mas bombardeá-lo de inseguranças, medos e fraquezas quando a relação ainda está se desenrolando e estruturando pode ser assustador, cansativo e para os mais atentos e experientes um erro fatal. Então meu conselho final para as meninas de todos os tipos ao lidar com Homens lindos, saradões e gostosões é que não fiquem com eles por esse motivo, mas pelo conteúdo e estando certas de que não é produto falsificado, de que tem qualidade, não se subestimem, dêem a volta por cima, transpirem confiança e certeza de que o que tiver de ser seu, será por que você terá capacidade de conquistar pra você e Homem uma vez conquistado...seja ele como for, minhas queridas, serão seus, todinhos seus. Coloque na cabeça que você é especial, tá com a bola toda por estar com um cara assim e que só depende de você prosseguir com ele ou não.
Eu errei na missão...não quis acreditar que ele pudesse ser o 1% lindo e inteligente e que pudesse me fazer feliz e que eu pudesse ser de fato a guria dos olhos dele, isso fez com que o assustasse, criando problemas e discutindo coisas muito complicadas para início de relação e me mostrar insegura me fez perder o controle da situação e decepcioná-lo. Portanto, me dei conta dos erros que cometi, por que afinal de contas é natural nosso jeito feminino de questionar várias coisas, criar grilos, neuras, mas sabemos que homens odeiam esse tipo de coisa, odeiam problemáticas e DR's em início de relação ,então poupemo-nos desse papel ridiculo e desgastante e poupemo-os de todo esse stress. Estou revendo minhas táticas, vendo como retomar as rédias e transparecer a confiança que eu sei que tenho. Mostrar o equilibrio e a força emocional que eu tanto batalhei pra construir ao longo de todo esse tempo e fazer com que me renda bons frutos. Afinal, errei sim...mas continuar errando? não mais. Vamos ver como consigo mostrar minha força, me recontruir sem sequelas a tempo de não perder uma pessoa tão interessante por coisinhas tão infantis e tolas. Se der certo, eu postarei como o fiz...caso não, definitivamente aprendi a lição, XÔ INSEGURANÇA, XÔ MEDO, XÔ RÓTULOS, XÔ XÔ XÔ!
Vamos ser felizes sem neuras, não adianta tentar seguir uma relação cheia de "probleminhas" e jogá-los em cima do primeiro que aparecer na tentativa de que ele possa "curar" essa sequela. Lembrando sempre que só vale a pena envolver-se com alguém quando acreditarmos que estamos de fato livres de relacionamentos passados, de julgamentos alheios, prontos pra adentrar na vida e no ser de outrém e conhece-lo como merece ser conhecido, do contrário, cuidemo-nos e fiquemos sozinhos, mais vale estar neurado sozinho em busca de tratamento, do que sair por aí disseminando neuras nas pessoas e colhendo neuras como fruto do que plantamos.
Afinal, quando se trata de sentimentos, não dá pra ser meio termo, ou se joga ou não, não há como antecipar se dará certo ou não, as vezes aquele que parece ser o relacionamento perfeito desanda de um modo absurdo e aquele que menos esperavamos decola mais que foguete, então é o tipo de lance que só pagando pra ver, ou metemos a cara ou não...e nos render as tentações de ir ao desconhecido gera um prazer tão excitante, que quase sempre vale muito apena, mas como eu sempre digo: quem não sabe brincar não desce pro play!

P.s: continuo nos próximos capítulos.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Superwoman?


Superman não existe, mas eu acredito que o mundo esteja cheio de superwoman..porque?
Pra suportar os anceios e devaneios desse mundo louco e insano, onde não se encontra mais casos puros e singelos de reciprocidade, é preciso que nós mulheres sejamos MEGA, HÍPER, SUPER Mulheres mesmo.Pois já não acredito nessa capacidade humana de evolução masculina.

Não consigo descrever com exatidão o que sinto, mas é mais ou menos um misto de profunda tristeza + profundo desalento. Depois ter descrito um pouco do meu joguinho adulto de trabalhar, responsabilidades a floor da pele, stress, cansaço físico e mental ao extremo, em meio a tudo isso eu resolvi me dar ao luxo de me sentir "cuidada" ... mas precisando de cuidados e recebendo um pouco de atenção, eu abri meu coração num desgaste tão grande de mante-lo fechado e trancafiado, que não dispunha mais de energias pra protege-lo. Abriu, e um feiche de luz entrou e o que parecia apenas uma luz ao fim do túnel, tomou uma força de um raio de sol forte e poderoso, que me aqueceu de um jeito que a muito não sentia e deu assim uma energia de ativação daquele órgão já a pouco "curado" e preservado, raro e extremamente sensível.
A falta de cuidados e deleixo que me permitiram abrir meu coração um pouquinho, me rendeu sensações muuito boas, que me fazem lembrar de um dos raros prazeres saborosos em se viver. Não obstante a isso, deixei-me mais uma vez guiar por um sentimento, que quando vi a proporção que iria tomar, tirei forças absurdas pra trancar meu coração a força outra vez.
De onde tiro essa força? de onde nós mulheres conseguimos tirar tanta força ao longo de séculos, de milênios, para procriar, para sustentar, apoiar, suportar?
Nesse embalo, que eu sempre sustento a tese de que : "..Só vai no meu balaço quem tem...", mas quem tem o que? paciência, dedicação, carinho, afeto, cuidados? Não....quem tenha FORÇA! força pra combater os conflitos diários, força pra não se deixar vencer, força para viver.
Assim, diante de toda essa força, me dei conta de que pouquissimas pessoas são fortes sem possuir certa bruteza, sabem por que? por que a força nos cria uma fortaleza, grande e robusta que não molda nem admite certas delicadezas. E eu não quero perder algo que acho essencial a uma mulher, que é a sensibilidade, a feminilidade e a delicadeza. Quero seguir forte sim...mas ainda sendo Mulher. Quero ter orgulho em sê-lo.
Quero mais ainda continuar tendo orgulho em sentir, em ser eu mesma.
Se com toda força, sou ainda capaz de admitir que sinto dor, por que dóiiii...por qualquer proporção que seja, então noto em mim uma força maior que a vergonha de dmitir que sinto dor, mas uni-la a maturidade da certeza de que é mais uma que vai passar.
Por que a importância de sentir...é que além dos pesos e contra-pesos, é preciso conhecer o lado "ruim" da vida para que possa sempre me lembrar do quanto vivi e valorizar meus mais ínfimos momentos de felicidade e com um mais apurado paladar digeri-los.

É assim que eu consigo sempre dar a volta por cima!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Vida de gente grande


Eu de tanto brincar de meninice, resolvi brincar um pouco de gente grande..e adivinhem? Não me sobra tempo pra mais absolutamente nada!
Por esta ser uma das raras tentativas de escrever algo interessante, vou resumir a reviravolta que deu minha vida, se é que alguém nesse mundo ainda se interessa em saber.
Bom, eu decidi procurar por um estágio e como quase sempre quem procura acha, eu encontrei um de período integral, ou seja: cansaço sem trégua! Eu estou pra levantar a bandeira da paz do tipo :"pira paz não quero mais", ow louco é preciso saber brincar de adulto senão as coisas desandam e a gent fica preso nesse mundo cruel cheio de responsabilidades e stress.
Perdi contato com alguns amigos de que tanto estimo, perdi contato com meus amigos ocultos do blog, perdi toda a diversão da minha infantilidade. Mas confesso que estou retomando meus eixos e me organizando de um modo que renasça novamente.
Por que "enquanto estou viva...e cheia de graça, talvez eu ainda faça um monte de gente feliz.." lálálá ou me faça um pouco feliz mesmo.
Retomando velhos hábitos, voltei a falar diariamente com meu ex pelo cel, voltei a ler meus livrinhos, voltei a dormir cedo, a levantar quando o galo canta, voltei inclusive a receber ligações de um moço distaaaaante da Bahia, voltei a fechar a boca, voltei a não malhar pela falta de tempo, voltei a querer fugir e é por isso que nesse próximo final de semana eu estou organizando minha scape(fuga) pra cotijuba, ilha que me traz paz, reflexão e muuuita diversão, ilha por sinal do post aqui de baixo, Irlan, Raul, bondinho pregando, bebendo caindo e levantando. Mas poxa vida, eu mereço não?!

P.S: Quanto aquele meu antigo assunto amoroso...não, ainda não encontrei meu superman, talvez tenha chegado bem perto disso esses tempos, mas me parece que ainda não era dessa vez.

Boa sorte a todos nós. E simm...espero voltar a postar mais vezes, mais dicas, mais trocas de experiência, mais assuntos polêmicos, mais conhecimento e desabafo.

Por fim, meu status: Amanda digna de ser amada, que ainda nao encontrou quem a ame com dignidade, mas que está tããoo ocupada construindo um futuro financeiro e intelectual que não pensa mais tanto nisso, por isso sigo trilhando meu caminho, oras como me convém, noutras como sou obrigada a trilhar...onde irão meus pés? por onde caminharei? e qual o tamanho dos meus passos? nada disso importa, desde que eu continue caminhando.

Um forte abraçoooo

terça-feira, 13 de julho de 2010

Diário de uma viagem.

Uma quase paixão de verão.
Viajei, não sei ao certo como, mas havia a chancde de sair da cidade e respirar novos ares com um aniversário de uma amiga em uma ilha, praia, sol, natureza...e eu fui.
Despretenciosamente, a viagem foi uma aventura do início ao fim, desde acordar 5 da manhã de um domingo para ir ao porto pegar a embarcação, à maré, às pessoas que tive a oportunidade de conhecer. No entanto, dedico esse post, aos rastafaris: Raul e Irlan.
Raul foi um hippie que tentou me convencer a ser sua esposa e virar rasta, queria por que queria me fazer um rasta de presente e nem preciso dizer a discussão que isso rendeu, explicar que estudo Direito...devia ser "direitinha" para a sociedade para conseguir as mudanças que almejo. Ele por sua vez me retribuiu com diálogo super inteligente e me disse que é tão difícil alguém de fora conversar com eles pelo pré-conceito...e eu além de ir contra os outros, ainda o compreendia...que aquele era o verdadeiro sentido de ser a mulher de alguém, ser companheira e compreensiva. Aquilo martelou minha cabeça. Nós mulheres precisamos de papéis? Eu "talvez" o tenha compreendido, pela facilidade de me relacionar com as mais variadas pessoas, mas e ele..será que me compreendeu?( fica a sensação de que a mulher tem sempre que ser a compreensível, a amiga, o braço direito...).
Irlan, desde que eu cheguei, quando vasculhei meus olhares, encontraram os dele muito facilmente, como dois imãs que se atraem. Ele me deixou muito curiosa, quem seria aquele rapaz jovem com olhar intrigante, que estava em meio a uma galera hippie mas se diferenciava na vestimenta e no estilo. Trocamos olhares várias vezes...até que nos encontramos no lual que teve na beira da praia, quando todas as tribos se encontraram. A falta de iluminação, a música que Thiago(outra figura que conheci) tocava e que depois Irlan fez questão de tomar o violão e me seduzir com sua voz e músicas lindas. Me lembrou cenas de filme. Me lembrou que não sei viver sem paixão. Me lembrou de viver!
Irlan tocava me olhando, seu olhar brilhava em meio a escuridão da noite e a pouca claridade da lua e das estrelas. Como se cada gesto dele, ele fizesse diferente na intenção de me conquistar. Até que ele tocou meus cabelos...arredou pra juntinho de mim, numa magia. Tudo tão cheio de significados, que me fez ver beleza em qualquer coisa que passasse longe de beijos e sexo. Pelo resto da noite eu senti medo, medo de ficar perto dele, medo do que eu poderia sentir, fazer.
Bebi...como era a minha maior distração, passei da conta. Foi tudo o que fiz com o excesso de liberdade que me fora dado, sem ninguém para me impor nada, livre de pre-conceitos, livre de chateações, quaisquer preocupações...era eu e a natureza, um casamento lindo de espirito, mas que eu quase "estraguei" bebendo demais. Dormi, apaguei...nem sei como, mas acordei com outras roupas, limpinha e dentro da barraca e era quase de manhã...a ultima coisa de que realmente me lembrava, era da sombra do rosto dele, dos olhos e da voz. Medoooo.
Levantei e contemplei o nascer do sol, sozinha, em uma ponte direta com Deus. Viva, humana, sentindo e vivendo. Feliz. Sensação de completude. Andei, andei, entrei na água e já cansada voltei pra barraca. Quando levantei de novo, todos acordados, como uma sincronia, sons de vozes, risadas, reggae tocando, o vento perfeito. E indo atrás de café...o vi e não tinha certeza de quem era...mas os olhos me eram familiares. Estava mais uma vez aquele grupo de rastas e 1 único olhar familiar presente. Olhei e olhei...não conseguia não olhar. E resolvi ir pegar sol...dormi no sol, uma puta ensolação, mas eu nem sentia nada. Quando levantei uma amiga disse, amanda o cara do violão está procurando você, disse pra ir até ele. Fiquei aflita, não fui. Quando reunimos de novo na beira da praia, chega um homem de violão e vem na minha direção só pra me comprimentar, dizer que me adorou, sentou-se e começou a tocar e cantar pra mim,(Thiago) era dia ainda, eu o olhei nos olhos e nem sequer me lembrava daquele rosto, ou de qlqr coisa. só do violão. Me esforcei para não ser tãão indiferente. Saímos para almoçar..e quando estou comendo, que levanto o olhar lá estava ele(Irlan), aquele par de olhinhos brilhantes no horizonte, terminei o almoço e fomos caminhando pela praia eu e minhas amigas, quando menos espero ouço: -Amanda(baixinho), olhei na dúvida de ser coisa da minha cabeça...e lá estava ele, de pé me esperando (até agora não sei se ele realmente me chamou, ou se eu senti , por que ninguém ouviu, só eu). Nossa, eu parei e o pessoal seguiu em passos largos para nos deixar a vontade. E a medida que ele se aproximava, a curiosidade de vê-lo de perto aumentava, para tentar reconhecer algo como o sorriso, mas só o olhar me era familiar, ele perguntou:- Você lembra de mim Amanda? e eu lembrei da voz, nem imagino qual tenha sido minha cara de aflição, mas quando ia responder..ele disse: "ontem de noite, violão..."...e eu num suspiro, ah sim( era ele, um alívio de ser ele). E ele ainda disse: "Você lembra de quando eu disse o quanto você é linda? Por que eu lembro de tudo, inclusive desse teu sorriso apaixonante". Nossa, eu fiquei muito sem jeito, caminhamos pela praia no sol quente de matar e conversamos sobre várias coisas, sobre a viagem, sobre o estilo dele de vida, sobre a minha vida. Ele respirava música e liberdade. Me apresentou uma praia deserta lindaa, andamos entre as pedras, fizemos uma pequena trilha de aventura. Ele tomava todo cuidado comigo e eu por mais que quisesse me sentir insegura, não conseguia sentir medo e sem nem saber o porque. Começou a chuver e antes que ficassemos presos com a subida da maré e não conseguissemos mais voltar, voltamos. O mais incrível é que quando voltamos todos nos olhavam como se tivessemos feito uma infinidade de coisas...e tudo o que fizemos foi conversar e trocar olhares, foi quando me dei conta de que não preciso de contatos físicos para me sentir tão bem, aliás sequer o beijar é que tornou tudo perfeito. Ele pegou minha mão e me disse: "Amanda, você é a minha paixão de verão, a paixão que eu procurava e não mais esperava encontrar. Se você não for embora, podemos vivê-la, sem medo e eu sei que você não pertence ao mesmo mundo que eu, então tudo ficará aqui, nessa ilha". Eu nem soube o que dizer, estava muito reflexiva quanto a me entregar a um desconhecido, me apaixonar não era de longe uma opção, ainda me sentia em recuperação masculina. Percebi uma frieza em mim, que me assustou, e disse...paixão de verão é coisa de mulher, voces homens não são sensíveis a isso. E ele disse: "eu sou! E não vou desgrudar de você até que vá embora". e completou: "É muito triste que você vá assim, ficar sem você, não queria que fosse assim" e eu disse friamente que a tristeza era uma escolha, que ele poderia fazer como eu e ser positivo, que poderíamos ainda nos encontrar, e o "Adeus" ser apenas um "até logo", pedi que ele não ficasse triste, ele insistiu ainda que eu batesse uma foto com ele no meu celular e eu recusei inventando desculpas que na verdade eram mais uma vez o medo falando mais forte. Então ele se afastou dizendo já voltar. Fiquei com medo, tanto medo que entrei na barraca e não quis mais sair. Minha amiga tava lá e percebeu, disse que me entendia, mas que ele parecia especial, que eu vivesse já que iria embora, deveria aproveitar. E meu bom senso, misto de prazer e dor e medo de sofrer, medo de viver, me fizeram suar dentro da barraca abafada, pensando e pensando. Olhei pra fora da barraca 2 vezes e ele me olhava me esperando e eu não tive coragem de sair. Quando saí foi para tomar banho e ir embora, todos já estavam prontos para ir. Procurei-o por que ele me pedira para não ir sem antes me despedir. Mas não o encontrei, não sabia se era um alívio, ou triste. Quando o pessoal atravessava a ponte quebrada em malabarismo, eu o vi saindo da água da praia, todo molhado, e acenei umm "tchau" na esperança que ele visse, ele olhou mais uma vez assustado e eu virei de costas e segui, um amigo vinha atrás de mim para atravessar a ponte. Quando senti então aquela mão molhada atrás de mim, virei assustada, era ele ofegante, pedindo licença ao meu amigo para se despedir de mim, me beijou no rosto, abraçou e sentiu meu cheiro no pescoço e disse: "Eu vou te encontrar de novo, nem que eu precise ir a algodoal no fim do mês". E a ultima imagem que guardei dele ficou feito foto na minha mente, o olhar brilhando ao me ver, mas escondendo uma tristeza muito forte por trás, de duas pessoas que se encontraram por acaso e que podem nunca mais voltarem a se ver.
Todo mundo que atravessava a ponte me viu pra trás com ele. E eu não disse absolutamente nada pra ele, calada estava e calada fiquei, sem reação, a ficha não havia caído. Mas sinto que ele me entendeu, sem dizer NADA eu me senti compreendida, pelo olhar, alguém do sexo oposto finalmente compreendeu meu olhar, a essência, alguém do sexo oposto finalmente não tentou me beijar, me tocar em áreas eróticas, nem passou maldades ou segundas intenções.
Afinal de contas, o que será preciso para me conquistar? Fiquei e ainda estou intrigada, pois percebi que não é dinheiro, nem status, nem perfeição estética, nem grandes expectativas de vida, eu só precisava ser compreendida, só preciso disso para ser feliz com alguém. E foi o que me deu medo, o que me assustou, ver que qualquer ser humano que me compreenda tenha a capacidade de me conquistar. Sigo, sem saber como teria sido se tivesse tido coragem de ficar, ficar com ele, viver a paixão, que tinha forças poderosas, isso eu pude sentir, forças que eu até desconheço. Ele me conquistou, com cuidados que já nem acreditava mais existir. E no fim optei em guardar a lembrança dele mais idealizada e bonita, não a de um garoto perdido sem dinheiro, pobre, sem futuro, que consegue viver lavando pratos para comer. Que falava comigo quase 16:00h da tarde sem ter conseguido sequer almoçar ainda e demonstrava certa fraqueza de má alimentação e nem por isso era menos bonito, que vivia com hippies em busca de aventuras, bebidas, longe da sociedade e da civilização, por opção de vida. Mas quem de fato ele era? Eu não sei, mas sinto que o pouco que sei me basta, ele me pediu que não o esquecesse mas o que ele não sabe é que não precisava ter pedido, por que de alguma forma ele conquistou um pedacinho da eternidade na minha memória.
Aprendi mais coisas essenciais nessa viagem e espero que seja a primeira de muuuuuitas que me deixarão memórias maravilhosas, a viagem foi rica de detalhes, de fatos, destaquei o Irlan por que ele mereceu, mas me sinto tão bem, bem por ter voltado pra casa, por ter boas recordações, por ter ido, por ter conhecido. Não sei se voltaria no tempo e faria tudo diferente, se teria tido coragem de viver, pois acredito que certas coisas não precisam ser concretizadas, a magia está exatamente nisso, em imaginar, em idealizar, no gostinho de não ter beijado e se permitir criar um gosto e uma sensação para aquele beijo, caso tivesse acontecido.
Ser valorizada e conquistada como Mulher, não tem preço, ver a admiração de outras pessoas pelo nosso ser feminino, sentir a energia da força da paixão de alguém por nós, engrandece e dá um impulso divino na caminhada da vida. Sem pretenções eu vou seguindo vivendo e me surpreendendo muito mais com a beleza de ser mulher.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Quero todo o querer!

Hoje eu só quero querer o não querer.

Querer que o prazer
não me faça querer-te.
Querer ver o amanhecer
sem querer te querer.
Querer acordar sem querer
ter sonhado ou pensado em querer-te.
Querer não ver o teu sorriso para querer
ter o meu próprio riso.
Querer o meu bem-querer maior
que o querer-te bem.
Querer o teu bem querer
acima do querer-te meu.
Querer que o não querer
me queira querer-me.
Querer um dia o teu querer
em não querer-me.
Querer que o teu querer seja igual
ou maior que o meu querer.
Querer que me queiras não mais
querendo ser esse ser.
Quero ainda não o querer ainda mais.
Quero um querer que não posso sequer ver.
Quero não padecer de um querer
que não posso ter.
Querer que o querer amar-te supere
o querer-te meu e mal.
Quero um dia não querer a esperança
de querer te ter.
Querer que um dia, quem eu queira
me queria também.
Quero agora mais que tudo,
não mais querer,
mas o meu querer-te ainda é forte.

Querendo-te menos, sigo, porém querendo.
Querendo querer aprender a me querer bem melhor.
Querendo não querer a tua risada mais gostosa.
Querendo não mais querer sentir o teu cheiro.
Querendo que meu querer não vicie em querer-te.
Querendo que tu me queiras mesmo quando eu não
o quiser mais.

Quero querer precisar só de mim.
Quero! Quero! Quero!
Querer sempre mais para mim!

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Cuidados p/ solteiras


Nada é mais normal do que querer vivenciar novas experiências, conhecer novas pessoas, sentir sensações inusitadas, ansiedade, expectativas e o simples prazer que o desconhecido possa nos causar. É natural nos sentirmos deslocadas e nos fazermos perguntas constantes como: e agora? Como será? Ver o mundo por novas perspectivas pode gerar surpresas agradáveis e desagradabilíssimas, para evitar que você possa vir a cometer erros cruciais que ao invés de fazer com que se sinta melhor a afunde ainda mais a auto-estima, o amor próprio, segue em síntese uma listinha de coisas a serem evitadas, se possível, contando, porém que sempre haverá erros necessários para que se aprenda com maestria determinadas lições de vida.

1- De início, você não está acostumada a se sentir só, mas veja bem você possui duas opções: a primeira achar que estar sozinha é o fim do mundo e ir atrás de alguém que preencha instantaneamente essa solidão, ou segundo aprender a estar consigo mesma sabendo curtir como sendo uma fase essencial da sua vida em que precisa aprender coisas novas, chama-se para algumas: superação.

2- Aceitando sua condição de solteirice e sabendo lidar com o fato de estar sozinha é preciso driblar a solidão, pois veja bem, não ter alguém não significa que você deva se sentir vazia ou incompleta, mas que você não possui obrigações com aquele companheiro, que agora vive por você e pra você para se satisfazer primordialmente. E acredite nisso, não se deprima, reaja a e cuide-se, faça de tudo em você que a faça sentir-se bem e de fato sinta-se assim.

3- Nada é pior do que não acreditar que é preciso aprender a estar sozinha, atropelar essa fase pode lhes render maior fragilidade, cair no lance de que um amor esquece o outro, isso não é verdade e sabem por que? Primeiro por que se foi amor, tão logo você não o esquecerá ou o suprirá com outro mas sim com outras formas de amar, amor de amigos, familiares, animais...isso sim a ajudará. Não seja egoísta e tola em cogitar entregar-se a alguém tão rapidamente e querer que tudo seja perfeito e belo ou mesmo que supere o sentimento anterior, é falho, é imaturo, não é inteligente.

4- Busque um equilíbrio emocional, estabeleça metas e objetivos pessoais e busque-os. Ocupar-se é essencial, de modo que fará com que você foque em coisas que merecem mais atenção nesse momento e seu coração não é um deles. Ele se torna bastante traiçoeiro, vai tentar causar algumas confusões emocionais, fazendo com que a tua carência em ter alguém possa ser suprida com doses pequenas da companhia de alguém, vai tentar te enganar com pessoas “certas” pra você e vai manipular tua mente para sentimentos nem um pouco saudáveis, não só por outras pessoas, mas por você mesma. LUTE!

5- Há quem ache interessante “curtir” essa fase pegando sem se apegar e é outro erro lamentável. Meus caros, tive a prova esses dias que mesmo o cara mais calhorda, aquele que pensamos não poder se apaixonar por que está em uma fase complicadíssima de vida, então de repente: bum! o cara aparece apaixonado e acreditem é possível! Na verdade, no fundo, ninguém sai curtindo por aí atoa, por passagem de tempo, quando o fazemos é em busca de encontrar alguém que nos dê aquilo que nos falta, atenção, companheirismo, cuidados, ou por que queremos ocupação em dar isso a alguém, pode não ser fulano, cliclano, beltrano, essa fase pode durar anos ou 1 mês, quando a pessoa encontrar quem goste e a dê o que acredita precisar, haverá um sentimento e é fato. Por tanto dizer que não quer nada sério com alguém, ou que só quer curtir, é tudo uma grande e enorme faixada. Por isso, se não quiserem de fato estar com alguém, cair no erro de machucar-se ou machucar outro alguém, se não estiverem bemm o suficiente para se envolver, fiquem a sós.

6- Cuidado para não cultivarem em demasia o afeto de alguém por vocês, pois o mundo dá voltas, de repente o jogo inverte e o que era só um passatempo vira um jogo sentimental pesado que desencadeia muita angustia, sofrimento e mágoas. Assim é preciso ter em mente que em se tratando de ser humano muitos sentimentos são possíveis e muitas coisas pela complexidade mudam, por isso, ter cuidado com quem escolhe se envolver, confidenciar suas intimidades, ter casinhos simplórios, ou ter uma amizade profunda nessa fase é de suma importância. Nesse momento você precisa de muitos cuidados, qualquer coisinha ou probleminha a mais pode se tornar um mundo de esculhambações e tristezas, portanto, evite confusões, prefira tudo o que for simples e belo por tal.

7- Quando aprender a se cuidar e resolver abrir o seu coração, não pense em olhar para o ex que de repente parece mudado ou incrivelmente atraente, pois você mudou, você não é mais a mesma e nem ele, querer iludir-se de que poderão repetir sensações maravilhosas que já viveram juntos ou até mesmo melhorá-las seria criar expectativas sobre algo que não existe mais, aquela pessoa morreu, você também renasceu, ela servirá para lhe lembrar de como chegou onde está e de como aprendeu a lidar com o ciclo da vida e o fluxo das pessoas que vêm e vão por ela. É lindo!

8- Sugiro que o próximo passo então seja deixar ir, se livrar do passado, saber viver com tudo o que viveu, saber dar a importância e o valor que cada um na sua vida merece, não se desvalorizando jamais, você irá conhecer inúmeras pessoas a “certa” virá mais cedo ou mais tarde,é preciso estar bem consigo mesma para saber valorizá-la quando aparecer, é preciso ter paciência, saber escolher o melhor para você e estar disposto a dar a cara a tapa se preciso for, lembrando sempre que o amor deve ser essencial e que o verdadeiro amor é saudável e não machuca nem traz dor e sofrimento.

9- Se cometeres o erro de entregares a pessoa extraordinária que és a alguém que não o valorize mais uma vez, saiba recomeçar, porém o faça de uma maneira mais sólida e polida, sempre procurando entender a extenção daquilo o que sentes, para não confundir-se, lembrando sempre que "não pode temer se perder quem não sabe ao menos aonde vai, a nossa vida toda é uma mão fechada no mistério"-já disse Fernando Pessoa-, caminhos antes óbvios podem tornar-se complexos então além de cuidados é preciso muita coragem e força.

10- FORÇA: Por fim, seja forte, viva, humanize-se quando começar a congelar-se em meio a frieza de não sentir, ouse dar chances quando se achar pronto e consciente de ter se recuperado de outra pessoa, de si mesmo. Nunca confunda amizade com desejos, repito: não confunda amizades com desejos. Esse erro é o mais terrível, você se desespera por não encontrar alguém já passado um tempo que acredita que já deveria ter encontrado, conhece pessoas que não o despertam interesse profundo e começa acreditar erroneamente que aquela pessoa que é seu braço direito, que sempre esteve com você, ao seu lado é o amor da sua vida, então você pensa: Nossa como eu fui idiota por não ter visto? NÃÃOOO, você está sendo idiota agora, e dos grandeeees quando ousa arriscar um sentimento tão puro e bom com joguinho de confusão sentimental, tenha maturidade para usar a maturidade que você conquistou ao longo de todo esse percurso, afinal experiência é aquilo o que você escolhe fazer com as coisas que viveu, então use-as de maneira sensata, tenha bom senso, as amizades são sempre o que irão ficar em meio a turbilhões sentimentais, não arrisque-as por confusões quaisquer: JAMAIS!!! É 99% irrecuperável os danos causados, restará não só ir atrás de alguém que lhe caiba, mas de um amigo e meu caro, todos podemos não ter um companheiro amoroso, mas sem amigo não somos nada, absolutamente nada!

Bom, espero ter ajudado com um pouco da minha experiência, cometi muitos erros que nem me dei à vergonha de expor no post, mas acreditem tudo o que escrevi não só foi vivido por mim mas por muitos, logo é preciso almejar sempre equilíbrio emocional, não é fácil equilibrar razão e emoção, eu sei, mas buscar isso em si já garante muitas conquistas e esses ganhos são maravilhosos. Não curtam a superficialidade achando que irá lhes suprir, nada supri a alma se não for profundo e no fundo padecemos de alma mesmo, só que poucos entendem disso. Atentar a tudo o que nos permeia é se importar em ser humano, em sentir e isso sempre sempre valerá a pena não importe o quanto você viva, sofra ou sinta...ao menos SINTA!!

Meus dias...

m
Ai vida, confesso que andei entediada alguns dias atrás, havia completado 2 semanas de férias, sozinha, haja visto que todos os amigos ainda enfrentavam trampo, aulas, provas, e suas ocupações e eu sem absolutamente nada para fazer. Mergulhei no tédio quando cansei de ouvir meu irmão dizer essa palavra, logo na primeira semana de férias. Cheguei a pensar engenuamente que minhas férias inteiras pudessem ser assim e nem preciso dizer quanto sofrimento antecipado isso me causou.

Hoje, livre de tensões por excesso de ociosidade e ansiedade, após ter começado a ler Paixão segundo G.H (Clarice Lispector) e O encontro marcado (Fernando Sabino), eles tem sido uma excelente companhia, consegui até combinar com o Dinho para que lêssemos juntos e assim fossemos trocando ideias e experiências de leitura, já que o convenci sem grandes esforços a comprar "Encontro marcado" no shopping quando nos encontramos casualmente após uns 4 anos sem nos vermos( lembrei ter dito 6, por ter enjoado de tanta coisa na minha vida ter acontecido em 4 anos). Foi um encontro tão "aconxegante", daqueles que você sente o quanto gosta de uma pessoa ao abraçá-la, aquele encaixe perfeito como se houvesse muita compatibilidade entre duas pessoas, a troca de afetos e tudo o que envolve os sentimentos ali manifestos. Ele sabe do cheirinho agradável que não saiu das minhas narinas até agora, devido minha memória olfativa, mas não era um odor de uma fragrância conhecida ou demasiadamente deliciosa, era um cheiro único, peculiar dele...que confesso jamais esquecer.

Depois de encontra-lo e trocarmos poucas palavras, mas nem ter sentido a falta delas em meio as expressões e a companhia tão satisfatória dele e de minhas 3 amigas, passeamos pelo shopping, comemos, rimos e afazeres deste tipo, com pessoas que tanto estimo me relembram a calorosidade humana, do quanto eu preciso dessa afetuosidade toda para ser feliz.

Nesse mesmo dia ocorreram duas coisas bastante curiosas, a primeira que a caminho do shopping, cansada pela farra da noite anterior e de não ter dormido nada em meio a tantos afazeres em um sábado que deveria ser "Morto", eu no ônibus sonolenta com o fone de ouvido ao contemplar a paisagem já batida do percurso do ônibus, me deparei com um jovem em um posto de gasolina e como curiosa que sou, fixei nele meu olhar para ver se o conhecia, se era "bem afeiçoado" ou por falta do que olhar mesmo e notei que nossos olhares haviam se encontrado, não acreditando naquele evento olhei ao meu redor para certificar-me de que era comigo mesma e para minha surpresa não só era, como ele fez gestos para que eu descesse do ônibus e o encontrasse, nossa eu tomei um susto, por que foi tão por acaso, foi quando tentei reparar melhor sua feição e tudo de que consigo me lembrar é que era um moreno forte, do tipo saradão, com uma bermuda camiseta e chinela, alto, bonito, sedutor pela maneira como me olhava, estava dirigindo um Civic prata e despertou-me muito interesse, não pelo fato de estar em um carro ou por ser bonito, mas pela forma com que me olhou e demonstrou interesse publico por mim, para que não só eu me admirasse mas todo o ônibus, os que estavam no posto de gasolina. Fiquei absolutamente perplexa, era fim de tarde, o que além da sensação de tranquilidade me fez pensar: -Será ele uma oportunidade de ser feliz? -Ou será ele mais um idiota ou psicopata? Como meu bom senso falou mais alto, eu o segui pelo olhar enquanto o ônibus seguia e ele me acompanhava meio que agoniado e eu aflita por não poder fazer nada, embora quisesse de verdade matar a minha curiosidade do "como teria sido", definitivamente visualmente ele preenchia todos os requisitos, mas de todas as indagações ficou uma, a de que eu renovei as esperanças quanto a encontrar alguém, não que eu esteja procurando, mas que pense que talvez ainda exista nessa cidade alguém para mim. Renasceu um sentimento novo em mim. Cheguei no shopping com sorriso de orelha a orelha, contei as amigas, depois tomamos 1 gelada no bar das amigas, reencontramos outra turma, a Bia uma amiga que a tempos não via estava presente, não sei se pelas chateações passadas, mas o clima não era dos melhores, nem dos piores, mas não nos fez querer prolongar ali por muito tempo. Quando por fim cheguei em casa, o cansaço pesou de 24h acordada, fui ainda ao computador esperar uma amiga que viria dormir aqui e então dormirmos fofocando.

No domingo, eu estava bem tranquila, a elo aqui queria fazer algo, então decidimos com outros amigos irmos ao Açaí Biruta, quando chegamos o sufoco era tamanho, tanta, mas tantaaa gente que nos sentimos desconfortáveis, em meio a bagunça encontrei algumas pessoas, fichinhas repetidas como sempre e uma delas me causou certa intriga, (queria poder ser mais óbvia) então nesse domingo eu decidi por em prática o que meu primo havia dito e outros amigos, aproveitar minha solteirice, dar a cada um o que merecem de mim e meu objetivo foi pura e simples diversão, dancei muito, conheci pessoas e terminei a noite com um garoto que não queria mais me largar e eu já cansada de dançar, depois que a festa já havia basicamente esvaziado e meus amigos estavam me chamando foi que pude largar o Diogo e então reparar que além de dançar bem ele era legal, tinha um papo agradável e era muuuito bonito, parece que na cidade os homens têm se encontrado em academias, por que agora só conheço meninos com "tanquinhos", não é meu estilo favorito, mas confesso que superficialmente aumenta a vaidade. Foi quando não quis trocar nem números nem nada, por que de coisas superficiais eu estou farta, muito fácil sair e encontrar 1 gatinho sarado e malhado, que fique colado em mim feito chiclete e possa eventualmente me satisfazer fisicamente...enfim, saí bem da festa, cumpri meu objetivo de diversão, e encerrei meu fim de semana bem comigo mesma e com o mundo. Não vou esquecer por um tempo a cena e a sensação de um desconfortozinho que passei lá com uma tal pessoa, mas isso vai me ajudar a ter mais cuidado com quem me envolver, com quem abrir minha vida e partilhar de certas intimidades, definitivamente não será fácil o tiquet pra fazer parte de mim e da minha vida. E para pessoas como ele, deixo a lembrança de algo que veio e se foi, o que me relembra do fluxo da vida, que pessoas vêm e vão, hoje não tenho mais problemas com isso, aprendi a viver com o que tenho, com as pessoas que estão aqui,..... amanhã?? ahhh que venham!

Honestamente tenho trazido comigo que não há mais necessidade da pressa de se viver tudo, haverá vários amanhãs, vários sois, cada um para ser contemplado de um jeito especial e em cada dia haverá algo em mim diferente para olhar a tudo de maneira diversa, slow down é meu lema, não significa que eu vá reduzir a intensidade com que vivo cada dia, mas que viverei cada coisa em intensidade de uma vez e não tuuuuudo ao mesmo tempo. É preciso saber degustar os momentos, para apreciá-los como merecem e saber dá-los seus devidos valores, tal como às pessoas, tal como à mim.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Temperamento Impulsivo!


“Sou o que se chama de pessoa impulsiva. Como descrever? Acho que assim: vem-me uma idéia ou um sentimento e eu, em vez de refletir sobre o que me veio, ajo quase que imediatamente. O resultado tem sido meio a meio: às vezes acontece que agi sob uma intuição dessas que não falham, às vezes erro completamente, o que prova que não se tratava de intuição, mas de simples infantilidade. Trata-se de saber se devo prosseguir nos meus impulsos. E até que ponto posso controlá-los. [...] Deverei continuar a acertar e a errar, aceitando os resultados resignadamente? Ou devo lutar e tornar-me uma pessoa mais adulta? E também tenho medo de tornar-me adulta demais: eu perderia um dos prazeres do que é um jogo infantil, do que tantas vezes é uma alegria pura. Vou pensar no assunto. E certamente o resultado ainda virá sob a forma de um impulso. Não sou madura bastante ainda. Ou nunca serei.”

Clarice Lispector


Faço minhas as exatas palavras dela, como podemos ser tão absurdamente parecidas? Incrível!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Alguém conhece esse amor?



De: Amanda Barreto (a_louk_@hotmail.com)
Enviada: terça-feira, 6 de abril de 2010 12:57:15

Para todos que eu amo,

A vida me surpreende, só por isso já vale muito a pena. Mas ao ser surpreendida negativamente é preciso saber viver. Hoje eu acordei chorando, 6 de abril...4 meses depois de ter te visto e tido um ultimo contato real e eu ainda sinto sem saber explicar, sem poder me defender do meu próprio sentimento, machuca mesmo qdo me sinto bem, pq vai machucando em silêncio, um silêncio fatal. Eu já fiz de tudo a esse ponto pra te esquecer, já me dopei, já recorri a tentativa de me apaixonar por outros, enxi a cara, me ocupei ao extremo, reconstruí minha vida, meus planos, meus sonhos...mas ainda sinto.

Se isso não é amor, oq mais pode ser? cresci me orgulhando por ter sido tão bem amada, por ter recebido sempre tão bem todo o amor a quem dediquei, os sofrimentos que eu achava ter passado e que me fizeram crescer nem de longe se parecem com esse. Estou aprendendo a cada dia a lidar com isso, é profundo, de uma profundidade que eu mesma por vezes não consigo alcançar, cansa, tira o sono, perturba,... recorri a não ser eu mesma, pensando que talvez assim não pudesse sentir meus sentimentos pq seria outra pessoa, mas dói muito mais tentar se enganar.

Quando eu fecho os olhos, tento não pensar, não lembrar...te reviver em memorias é como uma droga, eu vou consumindo consumindo tudo no campo psicologico, vem a ansia de mais e mais , meu corpo começa a pedir teus carinhos, teu cheiro, teu sorriso e vai tentando se contentar cada vez com menos num esforço inimaginável, mentalizo teus olhos e então quando percebo tu te afastando de mim indo pra outro plano cada vez tendo menos de vc e querendo cada vez mais vem um CHOQUE na alma, como um despertar das profundezas de mim mesma e então eu choro que nem um bebê em busca de algo que parece essencial para viver, mas que eu nem consigo compreender.

O pior de tudo é quando começamos a ficar insensíveis diante dos outros, diante do sentimento dos outros, por que eles não nos satisfazem ..funcionam como maconha pra viciado em heroína, então começamos a não sentir mais. Como se não precisassemos mais ser amados por outras pessoas, amigos, parentes,... pois nada irá substituir aquela SENSAÇÃO. Nos tornamos verdadeiros egoístas e ignorantes, por acreditarmos que só precisamos daquela única pessoa e a queremos a todo custo...qdo na verdade tentam nos convencer de que só precisamos de nós mesmos, que não devemos precisar de mais ninguém para assim sofrermos menos, e de onde vem o conselho? de pessoas que já sofreram absurdos e não se dispõem a sofrer assim novamente. Eu sozinha? aprender a não precisar de quem amo? por que? como? se tudo oq o amor nos traz é a necessidade amar, de se doar, de fazer o impossivel, ... Não entendo!

Será por isso que dizem que amar é uma arte? por que nós somos uma pintura que externa exatamente o que o amor nos faz sentir, e não é todo mundo que possuirá a capacidade de alcançar o nosso sentimento, muitos acharão estranho, absurdo, loucura, perda de tempo...será por isso?...por que eu já me sinto uma artista, externando minha dor com meus atos, Van Gogh não arrancou a propria orelha? eu arranquei todo meu juízo fazendo loucuras que só me machucavam ainda mais...matando pedacinhos de mim que eram vitais e tudo vai acontecendo tão rápido, tão numa versão não mais "time its money" mas "Time its painful" (tempo é doloroso, é dor e sofrimento). Aí no auge do egoísmo, acreditar que eu posso ficar com alguém que eu sei que me AMa sem ama-lo reciprocamente, só por precisar de cuidados, de ocupação, de sentimento no campo real, materializado. Mas a troco de que? causando sofrimento a outra pessoa? mas tudo que ela quer é a mim, não? seria uma troca as vezes justa na minha cabeça, receber amor de alguem cheia de amor pra me dar, em troca de ela poder fazer de mim oq quiser..pois já não me importaria mais. E a admiração? o friozinho na barriga? as lágrimas caindo depois de fazer um amor sublime, a contemplação, os arrepios, a sensação de proteção...tudo vivido e sentido pelas duas partes.. como seria isso de uma via de mão única? é obvio que não seria suficiente e eu me machucaria ainda mais e duas vezes por que machucaria outra pessoa também, alguém que eu não ame e talvez não sinta tanto o sofrimento, mas por ser alguém que está mais ou menos na minha situação, então me identificando, eu busco entender e preservar essa pessoa, pois não desejoo oq sinto a mais ninguem.

No entanto, eu me superei em algo,tem uma coisa da qual me arrependo muuuuito..aliás várias, mais essa foi a maior de todas. Tentar me matar? como pude ter sido tão ridiculamente tola? eu definitivamente não me conheço, sou infinitamente maior q eu mesma e não me alcanço( como disse clarisse lispector) por diversas vezes..só pode. Imagina se eu morro, como poderia reviver amores? me curar? conhecer novas pessoas, novas oportunidades de me apaixonar, de SENTIR...sem esse sentimento dentro de mim que me alimenta a alma, não teria cor a minha vida, nem cheiro, nem tempero, e é por esse lado otimista e meio masoquista, que se dispõe a ter esperanças de me sentir tão cuidadosamente cuidada e amada, com a possibilidade de vir a sofrer de novo, que o próprio Cazuza disse: " Em toda dor há uma pontinha de prazer" e eu concordo plenamente. Mas ainda há o motivo maior, querer viver pela esperança de ter ele de volta, esperança do mundo dar voltas e meu sentimento não mudar, por que geralmente qdo o jogo inverte a pessoa não quer mais..e eu quero ainda quere-lo. Isso também dói...essa pontinha de esperança dentro de mim.

Sigo oscilando entre tentar me amar acima das outras pessoas, e amá-lo mais que tudo. As vezes funciona, em outras é total perda de energia. Quero não precisar mais me convencer, quero não querer, quero não querer sentir, quero não querer de novo, quero não querer voltar atrás, quero não querer buscar ele em outros, quero não querendo..essa é a merda. Sinto que comecei esse e-mail muito dolorida, triste e chorando e agora já sinto um certo alivio ao externar, por qto tempo? por pouco...mas é de pouquinho em pouquinho, doendo, esperneando que eu espero acordar um dia...se não para te-lo de novo ao meu lado e enxe-lo de beijos...mas acordar um diaa não sozinha e me sentir feliz, mas acordar um dia e me sentir completa de novooo, como se me bastasse TUDO pq eu estou satisfeita, eu SOU FELIZ, que saudade dessa sensação...mas quanto mais saudade eu sinto dela, mas eu sinto que caminho em passos largos para alcançá-la.

Amanda..21 anos...problema?? AMA DEMAIS. alguém quer? rsrs(já estou até rindo de mim mesma)

Bom, o ponto positivo? ééé existe um rs Eu não me fechei pra conhecer novas pessoas, eu me importo e voltei e ser altruísta e não mais egoísta, eu me IMPORTO!!...eu já sinto o sentimento dos outros cada dia um pouquinho mais e eu já quero mesmo não querendo TUDO NOVO DE NOVO!

QUER PROVA MAIOR DE QUE O AMOR NÃO MATA? FORTALECE, OU COMO UMA AMIGA DIZ..O AMOR SÓ NOS EDIFICA, numa tentiva entre muuuuuuuuuitas de me consolar...e é verdade, para ser um ser humano melhor eu estou aprendendo a amar sem querer absolutamente nada em troca, aprendendo a amar sem nem ao menos ser amada. Aí meu caro, quando essa versão se atualizar, podem ter certeza..eu vou AMAR 100 vezes mais, mas um amor saudável, por que então amarei sendo feliz. E é tudo oq mais quero....viver amando e sendo feliz.


PS: Escolhi enviar esse e-mail, não para sentirem pena ou dó de mim, mas pra servir de incentivo a vida...para os que são amados despertarem pro quanto são felizes, pros que querem ser amados, não perderem as esperanças como eu, e para os que amam, seguirem amando. E sabe por que?? por que meus caros amigos, eu os amo! e estou aprendendo a viver do amor de voces e transferindo a imensidão do amor que eu dedicava a ele todinho a voces e um dia..um diaa isso me bastará!

terça-feira, 22 de junho de 2010

Ouça o que Amanda tem para dizer!


Amanda

Ela de alma rara
De noites fechadas
Só quer saber

Sonhar com dias mais claros
Com dias mais raros
Só quer dizer

Dizer o que todos falam
O que insistem em não fazer

Então ouça o que Amanda tem para dizer
Então veja o que Amanda tem

Menina cheia de lembranças
Cheia de esperança
Que nunca deixa esquecer

Ela no seu cantinho
Poucos amigos
Coração cheio de prazer

Prazer não lhe falta
Sua forma clara lhe faz vencer

Então ouça o que Amanda tem para dizer
Então veja o que Amanda tem
(Guilherme Coacci - Sadrak)
http://www.sadrak.net
http://bandasadrak.palcomp3.com.br

sexta-feira, 18 de junho de 2010

quarta-feira, 16 de junho de 2010

O meu homem "ideal".


Hoje, me lembrei do post de outro blog, em que ela descrevia como seria seu "futuro ex namorado"...é bastante curioso o pessimismo de muitas sobre o assunto, eu me imagino casada, então se eu não conseguisse me imaginar namorando, seria bem pior, prefiro então manter o otimismo...sempre sempre positividade!

Bom, não foi nada fácil pensar em características reais que pudessem me satisfazer, mas fechei os olhos e com concentração foquei em tudo o que foi relevante dos relacionamentos que tive, com os longos e sérios e mesmo os curtos.

O homem ideal pra mim, eu penso que teria que ter atitude, ser bem humorado, sorridente, carismático..por que eu sou expansiva, rodeada de amigos e alto-astral, não combinaria ao lado de alguem fechado e sério. Também teria que ser muuuuito inteligente, por que eu não sou óbvia, sou "Misteriosa" com muitas coisinhas minuciosas, leio bastante, amo vocabulários extensos e só me interesso por alguém- profundamente -que me desperte admiração, que domine algum assunto, ou seja curioso por conhecimento. Logo esse alguém, tem que gostar de estudar, de ler, de escrever, tem que saber ser sarcástico para compreender o meu sarcasmo. Depois precisa ser vaidoso, por que como eu li um dia desses, nós mulheres não podemos gostar de alguém que não se gosta e não se cuida, quando o homem se gosta, se cuida ele automaticamente nos incentiva a nos cuidarmos em dobro, com isso EU me sinto mais confiante e bonita e muito mais vaidosa com ele ao lado. Precisa ter firmeza e segurança, essas são aquelas coisinhas de "macho" sabem, que nós mulheres quando nos atentamos às frecurinhas, aos detalhezinhos, eles para contrapor são práticos, firmes e seguros de si. Essa segurança e firmeza me manteria sob rédias, controlaria meu excesso de ansiedade e de complexidade. Adicionaria um pitadinha de sensibilidade, para que se importasse com os meus sentimentos, soubesse respeitar meus momentos e cuidar melhor de mim. Proteção, ô sensação que eu sinto muita falta, só os homens conseguem me fazer sentir protegida, aquele cantinho perfeito do ombro, a pegada nas mãos ou o abraço forte, que fazem com que eu feche os olhos onde quer que eu esteja e me sinta protegida.

Tendo essas coisinhas de suma importância, eu junto isso tudo e crio uma atmosfera de charme e sedução em torno, que me deixam louca. Depois venho para detalhes que eu me dou ao luxo de reparar: se é alto (minha preferência), se tem o tom grave de voz, se é moreno, sabe administrar bem seu dinheiro (por que mesmo que não tenha muito, se souber administrar ele se multiplica), se é pés no chão, se tem uma olhadinha de cantinho de olho que me faz parar o mundo, se é limpinho e cheiroso então...nossa... eu piro com perfumes masculinos, por que eu tenho memória olfativa então aquele cheiro fica eterno na minha mente. Se com tudo isso ele conseguir manter a admiração que eu eventualmente vou sentir, se for paciente, tiver jogo de cintura e não ter preguiça de me conquistar TODOS os dias, cada dia de um jeito novo e inesperado, por que eu adoro surpresas..amo o inusitado. Então esse HOMEM, irá me conquistar e fazer com que eu todo dia levante e queira dar a ele tudo o que eu tenho de bom para dar. Então, tendo os dotes intrínsecos a me cativar, aliados a vontade de me conquistar, esse homem não só me fará feliz, mas terá a felicidade que eu lhe proporcionarei. Namoraremos, casaremos, teremos 8 filhos..senão mais... e não sei se seremos felizes para sempre, mas faremos de tudo juntos para que os melhores momentos perdurem, os ruins sejam superados com a certeza de que teremos sempre um ao outro para contar.

rsrsrs...aiaiai...mencionei que precisa ter também personalidade forte? que não ceda sempre as minhas vontades, por que eu sou a-MANDA, adoro mandar e dar ordens e isso depois de um tempo perde a graça. Ter um homem que bata o pé no chão, me mostre que estou errada com argumentos inteligentes e ainda me leve para sair sem perguntar onde ir....perfeito!

Acredito que concluí as características essenciais para mim em um homem nesse post, já que não o encontrei, ou talvez o tenha encontrado e perdido, não perdi as esperanças mesmo em meio as dificuldades atuais sobre a desvalorização feminina e o mal caratismo masculino, enfim...eu ainda acredito no ser humano e sei que no meu momento certo ele(meu homem) vai chegar.

terça-feira, 15 de junho de 2010

O que mais você quer??

Meu queridissimo Dinho, me mandou esse e-mail de Martha Medeiros e eu confesso estar atônita, pois não haveria como descrever de maneira mais fiel o que eu sinto como a nossa ilustrissa Martha o fez : ( Desde já lhes agradeço mais uma vez Dinho).


O que mais você quer?

"Nada é tão comum quanto achar que uma pessoa não pode querer mais da vida. Quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias".

Era uma festa familiar, destas que reúnem tios, primos, avós e alguns agregados ocasionais que ninguém conhece direito. Jogada no sofá, uma garota não estava lá muito sociável, a cara era de enterro. Quieta, olhava para a parede como se ali fosse encontrar a resposta para a pergunta que certamente martelava em sua cabeça: o que estou fazendo aqui? De soslaio, flagrei a mãe dela também observando a cena, inconsolável, ao mesmo tempo em que comentava com uma tia. "Olha pra essa menina. Sempre com esta cara. Nunca está feliz. Tem emprego, marido, filho. O que ela pode querer mais?"

Nada é tão comum quanto resumirmos a vida de outra pessoa e achar que ela não pode querer mais. Fulana é linda, jovem e tem um corpaço, o que mais ela quer? Sicrana ganha rios de dinheiro, é valorizada no trabalho e vive viajando, o que é que lhe falta?

Imaginei a garota acusando o golpe e confessando: sim, quero mais. Quero não ter nenhuma condescendência com o tédio, não ser forçada a aceitá-lo na minha rotina como um inquilino inevitável. A cada manhã, exijo ao menos a expectativa de uma surpresa, quer ela aconteça ou não. Expectativa, por si só, já é um entusiasmo.

Quero que o fato de ter uma vida prática e sensata não me roube o direito ao desatino. Que eu nunca aceite a idéia de que a maturidade exige um certo conformismo. Que eu não tenha medo nem vergonha de ainda desejar.

Quero uma primeira vez outra vez. Um primeiro beijo em alguém que ainda não conheço, uma primeira caminhada por uma nova cidade, uma primeira estréia em algo que nunca fiz, quero seguir desfazendo as virgindades que ainda carrego, quero ter sensações inéditas até o fim dos meus dias.

Quero ventilação, não morrer um pouquinho a cada dia sufocada em obrigações e em exigências de ser a melhor mãe do mundo, a melhor esposa do mundo, a melhor qualquer coisa. Gostaria de me reconciliar com meus defeitos e fraquezas, arejar minha biografia, deixar que vazem algumas idéias minhas que não são muito abençoáveis.

Queria não me sentir tão responsável sobre o que acontece ao meu redor. Compreender e aceitar que não tenho controle nenhum sobre as emoções dos outros, sobre suas escolhas, sobre as coisas que dão errado e também sobre as que dão certo. Me permitir ser um pouco insignificante.

E na minha insignificância, poder acordar um dia mais tarde sem dar explicação, conversar com estranhos, me divertir fazendo coisas que nunca imaginei, deixar de ser tão misteriosa pra mim mesma, me conectar com as minhas outras possibilidades de existir. O que eu quero mais? Me escutar e obedecer o meu lado mais transgressor, menos comportadinho, menos refém de reuniões familiares, marido, filhos, bolos de aniversário e despertadores na segunda-feira de manhã. E também quero mais tempo livre. E mais abraços.

Eu sigo querendo tudo, mesmo que não me vejam buscar, sempre sempre buscarei, ao meu jeito.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Sai de mim!


Eu gosto demais de você pra querer te mudar, mas eu gosto muito mais de mim pra te aceitar desse jeito!

Essa é a frase que resume muito bem a situação em que eu me encontro.

Hoje as amigas reuniram e concordaram em me dar "puxão de orelha", por que eu mesma consigo entender que todos nós precisamos de vez enquando, mas também sabemos que ninguém curte ser chamado atenção, seja pelo o que for e essa vindo delas que eu tanto amo, doeu demais.

A parte do : "Poxa Amanda, você é sempre a nossa conselheira, nos dá dicas e ajudas ótimas, mas no entanto, não as utiliza com você!"

Ou: " Amiga, você merece coisa muuuuuito melhor!"

Tenho inúmeros problemas, defeitos, que não me orgulho nem um pouco, por exemplo a minha falta de rancor das pessoas que me machucam vira um defeito, meu excesso de sinceridade quanto a abrir minha vida pras amigas é outro defeito, dizer a elas como me sinto toda vez que estou machucada ou chateada, coisas de momento, é um defeito...por que elas tomam as minhas dores e ao passo que eu curo a ferida, nelas fica bem evidente ainda.

Estou muito triste nesse momento. Não posso mais agir por impulso como estava agindo, não posso ser espontanea do jeito que tenho sido. Sempre tive dificuldades com focos, objetivos, metas...por que eu muto constantemente, a minha meta de ontem de repente já não é o que eu quero amanhã...é muito complicado. Principalmente tentar me fazer entender, quando eu mesma estou muito longe disso. Meus atuais gestos, atitudes têm me surpreendido de uma tal maneira que eu nem me reconheço mais. Sou incapaz de fazer mal a alguém e me importo demais com as pessoas que me rodeiam, elas me amando ou não e isso cansa demais.

O que eu sinto?? também muda e isso só me faz lembrar do que a Bia dizia, Amanda toda vez que você confiar sua alegria a alguém, a algo, senão você mesma, tudo cairá por terra abaixo, por que assim como você é insconstante as pessoas também são, não deixe a encargo de ninguém algo que você pode fazer por si mesma. E isso não é oque eu tenho dito nos posts? Nos amarmos, sermos felizes, ... Por que então será que se eu mesma acredito nisso, sinto e faço isso, tenho feito também o oposto? Por que eu consigo ser tão contraditória?

Agora a minha frase no início do post se fará essencial. Darei um basta a tudo o que puder me machucar e farei de tudo para que as minhas amigas possam continuar me admirando,para que eu possa erguer a cabeça com dignidade e dizer que eu não só sei do que eu preciso como busco por isso incansávelmente todos os dias, e esse post servirá para não me deixar esquecer de TUDO o que tem me feito mal.

A partir de hoje meu querido você terá isso: Eu gosto tanto de você que até prefiro esconder, deixa assim ficar subentendido, como uma idéia que existe na cabeça e não tem a menor explicação de acontecer(...)pode até parecer fraqueza, pois que seja fraqueza então(...)a alegria que me dá isso vai sem eu dizer(...) se amanhã não for nada disso, caberá só a mim esquecer- E EU VOU SOBREVIVER!- Oque eu ganho ou o que eu perco, ninguém precisa saber!(Lulu Santos)

Eu luto todo dia em silêncio, "cada um sabe da dor e da alegria de ser o que é!"(Caetano V.)

Não me tenham por fraca, não me tenham por impotente, não me tenham por nada negativo, por que não importam quais sejam as minhas resoluções, eu sempre guardo as coisas boas por que no fim são elas que valem a pena ser lembradas. Das tristezas eu tiro minhas próprias conclusões e deleto-as para que não me machuquem de novo. Se não guardo rancores para que me lembre das feridas em mim causadas...tenho que transformar isso em algo bom.

Essa "droga" não irá mais me consumir, descobri a um tempo já, que as doses de felicidade e de esquecimento do mundo são muito poucas se comparadas a minha valorização e à perda da admiração das minhas amigas. Se não posso ter o mínimo que segundo elas eu mereço, então tirarei forças delas para lutar contra esse vicio e no silêncio eu posso seguir gostando, mas um dia e em muito em breve eu espero nem em silêncio eu "o" sentirei mais.

É ruim admitir que voces estão certas, eu só quero que lembrem meu nome, ele explica exatamente tudo o que eu sou, digna de ser amada, todos somos, mas ser amanda de todos voces, explica como eu cheguei onde estou.

Peço que me deixem a sós, não por que eu possa ter me chateado com as coisas que disseram, mas por que eu preciso refletir como farei pra alcançar meu objetivo. Peço tão somente que tenham paciência comigo...que "me acreditem mulher e não duvidem da minha coragem"( Anais Nin).

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Viva o amor! Feliz dia dos namorados!


Amanhã é dia dos namorados e nós sabemos o que isso de fato representa a cada uma de nós, poderia fazer como em outros tantos blogs que li, como conseguir um namorado, ou como fazer com que aquele possível rolo que nós temos finalmente evolua a um namoro. Mas não sou adepta de namoros desse tipo, ou as coisas acontecem por que de fato têm que acontecer, ou não há razão para ser. No entanto, mesmo me encontrando sozinha como muitas por ae, hoje eu me atenho a fazer um apelo, um apelo geral ao amor.
Há todo um receio que nos permeia quando o assunto é envolvimento sincero e verdadeiro com outrem, há quem prefira encontros casuais que satisfaçam ambas "necessidades" de momento, há que não acredite que hajam necessidades que precisem de outra pessoa para satisfaze-las. Levando em consideração a infinidade de sentimentos humanos, eu me atrevo a apelar para o que realmente importa.
Hoje muitas de nós só queria uma simples demonstração de afetuosidade ou calor humano, gostaria de uma atenção, ou um carinho, um sorriso ou simplesmente se dar conta de que é importante a alguém, ou estou errada?
Nos preocupamos tanto em encontrar alguém, em nos perguntar por que "aquele" fulano não me trata como eu gostaria, ou por que todo homem tem que ser assim, que além de nos tirarmos dos planos das prioridades, nos esquecemos de cultivar esse sentimento tão especial que é o amor.

Voltando ao meu apelo, ele se dá ao amor, se dá aquelas pessoas que conseguem se entregar e se propor a sentir tudo a que esse sentimento envolve. Se doar a alguém, sem medo, sem frustrações, sem perfeições, sem yin/yang, ou metade da laranja, ou mesmo alma-gêmea, por falar em almas gêmeas, a lição que tive no centro espirita é de que todos possuímos uma alma gêmea, mas ela não é nossa outra metade perfeita, ela possui suas limitações, muitas vezes nem nos damos conta de ser a nossa gemealidade por que não aceitamos que seja tão oposta ao nosso idealismo de completude, bastante curioso não? Mas voltando ao amor, felizes aqueles que acreditam sem ver jesus disse, o amor, tudo o que realmente importa nesse mundo, não precisa ser visto, somente sentido. Assim, brindo ao amor infantil, ao amor juvenil, ao amor adulto, ao amor da "melhor idade", todos enfrentam grandes desafios para a concretude deste ou não. Muitos como eu, conseguem ver beleza e um prazer todo especial em amar em silêncio e isso possui lá seus encantos.

Vou aproveitar pra dizer que admiro em especial aqueles que amam e conseguem conjugalizar esse amor, dividir ele e consequentemente somar ao amor de alguém é de uma complexidade muito grande, exige esforço e dedicação dobrados, a esses companheiros amorosos eu externo minha profunda admiração, só voces sabem da batalha de todo dia para não monotonizar o relacionamento, manter o fogo da paixão aceso e ainda atravessarem os problemas...é por que ainda tem gente que pensa que namorar é a solução para todo seu problema, no entanto, não tem real noção da responsabilidade que somamos quando nos responsabilizamos pelos sentimentos e por cuidar de outra pessoa, por isso a frase " te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas"(Antoine de Saint-Exupéry) e é a mais pura verdade.

Como me encontro sozinha, mas "enrolada" em meio a um emaranhado de sentimentos que não me sinto capaz nesse momento de descrever, eu li um poema muito fofo da ilustrissima Clarice Lispector que se resume na complexidade que há em amar :

Não te amo mais.
Estarei mentindo dizendo que
Ainda te quero como sempre quis.
Tenho certeza que
Nada foi em vão.
Sinto dentro de mim que
Você não significa nada.
Não poderia dizer jamais que
Alimento um grande amor.
Sinto cada vez mais que
Já te esqueci!
E jamais usarei a frase
EU TE AMO!
Sinto, mas tenho que dizer a verdade
É tarde demais...

(agora leia de baixo pra cima, por favor!)

Interessante como conseguimos ser contraditórios e nos surpreender. Toda vez que eu exito em dizer algo que eu penso por medo ou qualquer sentimento amendrotador, que eu acabo camuflando meus reais sentimentos e me fazendo entender exatamente ao contrário do que eu gostaria, eu lembro desse poema. Quisera que todas as pessoas possuíssem a sensibilidade de nos traduzir de trás pra frente, de baixo pra cima, como a esse poema.

E repito, o dia dos namorados é para aqueles que realmente se cuidam, e cuidar como eu costumo dizer: " Cuidar é mais que um ato, é uma atitude. Portanto, abrange mais que um momento de atenção, de zelo, e de desvelo. Representa uma atitude de ocupação, de preocupação, de responsabilização e de envolvimento afetivo com o outro".

Cuidemo-nos todos uns dos outros, esse é um dos grandes propósitos da vida, isso move-nos espiritualmente e elava-nos a um grau de consciência e de amor muito maior, nos faz dar real valor as pessoas e a vida. Por isso eu admiro tanto quem sabe amar, quem cuida, quem se importa de fato com outras pessoas além de si mesmo, é por isso que amar é para os nobres de alma, para os fracos sobra a banalização, a solidão profunda de não conseguir sentir por ninguém o que não sentem nem por si mesmos.

E para os que possuem consciência disso tudo e estão se sentindo só nessa véspera de dia do amor, não sintam-se, eu me encontro na mesma situação em que voces e busquei focar que poucos nesse esplendoroso dia de fato estão juntos por amor, muitos estão como Drummon diria, por "obrigação", por não saber estar sozinho, por ter medo da solidão, por não querer que a outra pessoa sofra ...por vários motivos, por isso deixo a frase do mesmo mestre Andrade para que reflitam : "Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas de aparência, de ser o seu cadáver itinerante". Agora sentem-se melhor? Estamos acompanhados de nós mesmos antes de tudo, estamos com amigos, estamos com o consolo dos mestres da literatura com a infinidade de livros que temos, estamos com a dignidade de só unirmos nossa estrada a de outra pessoa quando pudermos de fato amá-las em plenitude, somos sinceros e honestos conosco e com o mundo a nossa volta, tem nobreza maior? Somos felizes sempre, é uma escolha que decidimos ao acordar pela manhã e querer lascar um sorriso no rosto, abrir os braços e seguir em frente.

Desejo por fim aos que amam, que esse amor perdure, aos que amam a si mesmo que estejam prontos para amar outro alguém e aos que sofrem de amor que tenham forças para recomeçar.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Monogamia x Poligamia


Bom, hoje eu trarei para o blogg uma discussão interessante, sobre o condicionamento ocidental acerca da monogamia, considerando portanto, de acordo com os padrões católicos que poligamia em nosso país é crime, no entanto ao estudarmos a constituição, vemos que mesmo sendo crime a poligamia ou a traição conjugal, se fez tão constante em nossa sociedade que a punição não é mais tão rígida, hoje ninguém vai preso por que traiu ou por ter vários parceiroas(as).

No entanto, em contraste observamos uma sociedade africana, aquela em que as mulheres são entregues ainda crianças ao marido e delas são retirados o clitóris, esta sociedade é basicamente poligâmica, a base do trabalho é feminino e elas não admitem serem únicas esposas dos respectivos maridos por que o trabalho é tanto e tão pesado, que sendo várias há possibilidade de divisão do trabalho. Logo, a sociedade é sim machista, o marido pode escolher quais dias dormir com quais esposas, não executa absolutamente nenhum serviço dentro de casa e leva uma vida extremamente confortável.

O confronto de realidade aqui é bem extremo, mas se observarmos e estudarmos antropologicamente aquela sociedade africana, veremos que as mulheres são felizes, dentro dos padrões do que é felicidade para elas, que obviamente não é o mesmo que o nosso, aqui entra então a tão conhecida relativização.

A minha grande indagação é: Se há sociedades em que a mulher se encontra em plena satisfação dividindo o seu afeto entre outras esposas na mesma situação e dividindo o seu respectivo marido, será possível então que o nosso ciúme, o nosso padrão de casamento e relação monogâmica, nos tenha sido imposto e que tendo assim nos sido condicionado, seríamos então capazes de nos abster dessa concepção de só sermos felizes se possuirmos alguém só para nós?

Entra aqui em questão não só uma discussão machista, mas feminista, onde coloco a tona questões de cunho moral, permitindo não só ao homem ter várias mulheres, mas a nós mulheres também. Imaginemos então como seria a nossa sociedade se fosse estruturada dessa meneira? Seria um caos, sem grandes demandas de raciocínio, não?

Bom, eu levo ainda a indagação de que o ciúme, a possessividade, exclusivismo podem ser fatores extrínsecos a nós, que com a estruturação da sociedade ocidental e a então criação de um padrão de relacionamentos e de família possa nos ter sido enraízados, de tal modo que acabaram se tornando sentimentos intrínsecos a nós com o passar do tempo. Se possuirmos assim essa concepção, se torna fácil trabalhar esses sentimentos em busca de algo que seja humanamente possível, ou seja, compreender melhor a nós mesmos e as outras formas de sociedades que nos cercam. Afinal, eles são tão humanos quanto nós, nem mais ou menos felizes.

O fato é que somos capazes de nos adaptarmos aos mais variados estilos de vida, padrões morais e éticos, haja visto que não existe uma eticidade universal, não há como se estabelecer um padrão universal se considerarmos que os fatores históricos, locacionais têm extrema influência nas organizações sociais.

Fica a questão no ar, será possível passados esses séculos de condicionamento comportamental, nos abstermos do ciúme, do desejo de exclusivismo? Será que nós consegueríamos nos abster desse até então "condicionamento" e ainda sermos felizes? O que é então o ciúme para nós? Você se imagina vivendo sem o ciúme? Você se imagina sendo um dos muitos conjuges do(a) seu(ua) esposo(a)?

Será que realmente faz sentido a frase: "Ninguém é de ninguém? "ou "Eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também?"

Você seria capaz de ser feliz dessa maneira? Se não, então terá a sua felicidade sido condicionada a um exclusivismo imposto como padrão? Sua felicidade é padronizada? O que é felicidade? Você aceitaria uma traição? Você acha que a traição masculina é mais bem aceita na sociedade do que a feminina? Por que? Mas o que é traição?

Seria fácil, fácil se eu obtivesse as respostas a essas perguntas, mas como Sócrates eu me atenho a indagar, a plantar a semente da dúvida, assim como ele eu vejo muito mais sentido nas perguntas do que nas respostas. Assim, deixo a importância da maiêutica de Sócrates, que consistiu num autêntico parto de ideias pois, mediante o questionamento dos seus interlocutores, Sócrates levava-os a colocar em causa os seus "preconceitos" acerca de determinado assunto, conduzindo-os a novas ideias acerca do tema em discussão.

Termino o post com uma última frase do mestre para reflexão:

"Conhece-te a ti mesmo".

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